Caminhoneiros bloqueiam parcialmente acesso ao Porto de Santos; BR-163 também tem protesto

SÃO PAULO (Reuters) – Caminhoneiros realizam desde o início da manhã desta terça-feira um protesto na chegada ao Porto de Santos (SP) contra o aumento das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, e o fluxo de veículos está parcialmente bloqueado, informou à Reuters a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

A Codesp disse que a manifestação afeta apenas a margem direita do terminal, localizada no município de Santos. Os veículos circulam apenas uma faixa da via que dá acesso ao local. Dentro do porto, o fluxo é normal.

Já a margem esquerda do porto, localizada no município de Guarujá e que contém instalações da Santos Brasil, Cargill, Cutrale e Grupo Caramuru, não registra protestos, acrescentou a Codesp, por meio da assessoria de imprensa.

As manifestações haviam sido programadas pelos caminhoneiros ainda na semana passada, em resposta à decisão do governo de elevar as alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, em uma tentativa de aumentar a arrecadação que elevou custos.

O Porto de Santos é o principal terminal brasileiro para exportação de commodities agrícolas. Nesta época do ano, a movimentação é maior com milho e açúcar, culturas que estão em pico de safra. Os terminais em geral trabalham com estoques.

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BR-163

No Centro-Oeste, caminhoneiros também realizam bloqueios na BR-163, importante rota de ligação entre as áreas produtoras e portos de escoamento.

Segundo a Rota do Oeste, que administra parte da via, a manifestação ocorre no km 747, na região de Sorriso, na pista sentido sul.

A partir do meio-dia, o bloqueio será em ambas as faixas, com liberação a cada duas horas, segundo a concessionária, afetando também o transporte de cargas do Médio-Norte de Mato Grosso ao terminal fluvial de Miritituba, no Pará, de onde partem as barcaças carregadas com grãos para os demais portos do Arco Norte.

“É impedida apenas a passagem de veículos de carga. É liberada a passagem de veículos de passeio; veículos pesados com carga viva e perecível; ambulâncias e ônibus”, informou a Rota do Oeste.

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(Por José Roberto Gomes)

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